Memória!
Memória: Como podemos melhorar?
A formação da memória envolve quatro estágios a respeito de uma nova informação, que são a aquisição, a consolidação, o armazenamento e a recuperação.
A memória divide-se em memória curto e de longo prazo. A memória de curto prazo também é chamada memória de trabalho e é aquela na qual retemos a informação por alguns instantes, com frequência para utilizá-la naquele espaço de tempo e depois descartá-la. Mas se a informação ultrapassa o sistema de consolidação ela é armazenada e recuperada quando necessário, tornando-se uma memória de longo prazo.
Diversos sistemas cerebrais estão envolvidos no processo de memória, além de influências genéticas e ambientais.
Entre os fatores ambientais, o estresse possui papel duplo sobre a memória, pois situações emocionais agudas de estresse ativam substâncias neurotransmissoras como adrenalina, noradrenalina e glicocorticoides em quantidades moderadas que melhoram a consolidação da memória, formando um fenômeno de adaptação que nos ajuda a lembrar de informações importantes.
Mas o estresse que ocorre de maneira crônica desencadeia alterações de humor como medo e ansiedade, o que aumenta de maneira significativa, por exemplo, os glicocorticóides e remodelação cerebral com redução neuronal nas áreas relacionadas a aquisição e a consolidação da memória, provocando perturbações significativas.
Diversos elementos presentes no meio ambiente podem ser neurotóxicos e desencadear alterações de memória. Entre eles podemos citar o chumbo, o arsênio, o mercúrio e substâncias presentes em transformadores, capacitores, plásticos,tintas, adesivos e pesticidas.
Devemos evitar o consumo de ácidos graxos trans que aumentam a gordura visceral, aumentam a resistência a insulina e o colesterol, e consequentemente aumentam o depósito de proteína Beta-amilóide no cérebro, comum em pacientes com doença de Alzheimer.
No sentido contrário, a ingesta frequente de ácidos graxos ômega-3 reduz o processo inflamatório e o risco associado de doença cardiovascular e declínio cognitivo.
A colina é um nutriente que faz parte do complexo B de vitaminas que está presente nas membranas celulares e colabora na formação da acetilcolina, um neurotransmissor que possui, entre suas funções, atuação na formação da memória, capacidade de concentração e raciocínio lógico. Os ovos são bem representativos quanto a presença de colina mas ela também está presente em outros alimentos de origem animal como carnes, peixes, camarão e leite de vaca, mas também em alimentos de origem vegetal como brócolis, quinoa, couve-flor, soja e aveia.
Flavonóides presentes em frutas cítricas e vermelhas, vegetais como cebola, alho-poró e salsa, chá verde, vinho tinto, chocolate, possuem efeitos de proteção, melhora da função e da regeneração neuronal.
A curcumina é um composto bioativo presente na raiz da planta Curcuma longa que, em modelos animais, está relacionada com a prevenção de morte de neurônios. O consumo regular do tempero curry está associado ‘a preservação do estado cognitivo de idosos.
A taurina é um aminoácido presente em abundância no hipocampo, área cerebral responsável pela consolidação do aprendizado e da memória, exercendo um papel neuroprotetor importante.
Diversos estudos demonstram que pode ocorrer prevenção dessas lesões neurológicas com a ingesta frequente de alimentos que possuem metionina, taurina, zinco, ácido ascórbico e glicina. Entre esses alimentos encontram-se ovos, peixes, frutos do mar, carnes vermelhas, frutos do mar, nozes, castanhas, cereais, legumes, tubérculos, queijos e iogurtes.
A cafeína e a L-teanina presentes no chá verde possuem efeito em relação à atenção pela melhora do estado de alerta, mas também apresentam efeito positivo no estado de cognição.
Uma boa qualidade de vida, que inclui saúde alimentar e emocional, e a prática de atividades físicas e mentais colaboram com a preservação de nosssa capacidade cognitiva.
Venha fazer uma avaliação!
Se necessário um formulação natural pode ajudar a melhorar e prevenir alterações que possam levar à perda da concentração e da memória.
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O Profissional
O Dr. Fernando Ioriatti Chami é natural de São Paulo, capital, nascido em 1966. Estudou medicina na Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP/EPM), formando-se em 1990.
Especializou-se em Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço pela mesma instituição em 1995.
Em 1997, defendeu título de Mestre em Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço.
Em 2003 adquiriu o título de Doutor em Medicina ao estudar os efeitos da acupuntura em um modelo experimental de alergia respiratória, também na UNIFESP – Escola Paulista de Medicina.
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